Renasço aos 28 de Maio às 9:45 h. Adoro meus aniversários, os quais sempre acontecem em dias lindos. As plantas estão verdes ou floridas e, como eu, estão se renovando. Afinal, é outono, tempo de retirar o que é velho e receber o novo de corpo inteiro! O sol marca presença, mas não queima, somente aquece. O meu amado vento aparece como uma brisa, leva e traz, me ajudando a me renovar... Não posso esquecer de dizer que adoro ganhar presentes, mas vocês não precisam esperar meus aniversários, não, tá? kkkkkkkkk
Bom, tudo isso é só pra dizer que todo Maio recordo da minha infância. Recordo de muitas coisas, recordo...
Que sempre amei música, ouvida no início em um rádio, ou em uma vitrola, a qual tocava histórias infantis famosas, Branca de Neve, Os Três Porquinhos, Dona Baratinha, O Pequeno Polegar... e tocava também Balão Mágico. Ah, Superfantástico e Se Enamora são clássicos! Rs...
Que sempre gostei de “mulatas” ou “louros”, como queiram. Eles e não os cães foram meus animais de estimação. Eu tinha uma e havia outra na casa da minha avó paterna, a qual ainda vive. Sempre me relacionei bem com eles, acho-os alegres, falantes e engraçados e sua habilidade de imitar a voz humana me é fascinante.
Que a minha mulatinha era muito mimada por mim e pela minha avó materna. Sempre que ela e minha mãe faziam roscas, vovó me dava pedaços de massa para dar à mulata. Recordo que esta fazia grande algazarra quando ouvia minha bater no portão toda manhã. Eu ia correndo receber minha avó.
Que um dia minha mãe havia me batido por algo, e que quando ouvi minha avó bater no portão corri e contei a ela o que minha mãe havia feito. Ela passou seu braço por meu ombro e disse: “Nenê, não faça isso com a menina!” Bastou isso e sorri de novo, me sentindo vingada. kkkkkkkkkkkkkkkk
Que um dia acordei e não vi minha mulatinha na gaiola aberta dela, perguntei minha mãe e ela me disse que as irmãzinhas dela haviam passado ali durante a noite e a levado embora. Não adiantou a desculpa, chorei pra caramba e perguntava por que não tinha ouvido a gritaria delas durante a noite. Rs... Anos mais tarde, a verdade, ela havia amanhecido morta.
Que tinha medo de cães, e que esse medo foi minha desculpa para evitar ser dama de honra da minha tia. Era para eu entrar sozinha na igreja aos dois anos de idade e com medo, meu cérebro me fez ver cachorros por toda parte. Entrei em pânico, chorei bastante e me recusei a entrar. Lembro-me que apanhei ao chegar em casa.
Por um curto espaço de tempo criamos porquinhos da índia, e que eles procriavam quase toda semana. kkkkkkkkkkkkkkkkkk
De como minha mãe era alta e que como era seu rosto olhando para baixo. E de segurar suas pernas ou puxar suas saias para chamar atenção.
De visitar a casa da minha avó paterna toda semana, e que a TV dela era grande e colorida. E que ela sempre me chamou de “fia”.
Que meu avô paterno, o único que conheci, sempre me trazia presentes quando chegava de Caldas Novas, onde trabalhava. Presentes só pra mim, a neta mais velha. Legal!!!!!
Que nessas visitas eu calçava suas sandálias de salto alto e passava seus batons vermelhos. Rs... Minha avó, vaidosa que era, também sempre tinha as unhas pintadas de vermelho, e essa cor foi minha favorita durante toda a infância.
Que no início da minha adolescência eu passava todas as tardes com ela e éramos confidentes uma da outra. Ela foi a primeira a me tratar como adulta.
Do meu segundo aniversário. Eu queria pipoca e precisava achar minha mãe. A cozinha estava cheia de saias rodadas e eu não conseguia achá-la, havia muitas sandálias coloridas de salto alto e que eu conhecia os pés da minha mãe. Deu certo! Os reconheci, me agarrei à sua perna e pedi pipoca. Me lembro que assim que ela me deu uma bacia com pipoca, me levaram lá pra fora para tirar um retrato, e eu só queria comer pipoca. A foto comigo sentada no chão colocando pipoca na boca está em um dos álbuns aqui de casa. Rs...
Que antes dos aniversários era a maior agitação na casa, porque minha mãe com a ajuda da minha avó e primas fazia o bolo, os doces, os aperitivos. E eu só queria saber das raspas... kkkkkkkkkkkkkkkk
Que a primeira a chegar nas nossas festas era o Antônio.
Que minha mãe nos levava para benzer na casa da Vó Maria, mãe do Antônio. Ela era super engraçada e animada. Eles sempre foram nossos amigos.
Que certa vez fui até à padaria e lá encontrei Vó Maria e ela me perguntou de namorados, respondi que gostava de um garoto. Só que minha avó materna escutou tudo e correu para contar para mim mãe. Aí já viu! Escutei por umas duas horas seguidas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Fiquei muito b... com a minha avó esse dia! E um outro também.
Que viajamos para Caldas Novas a convite do meu avô. Foi ótimo! E que cozinheiro ele era!!!!
Que minha mãe nos levou até Uberaba de trem. Eu adorei a experiência. Andar de trem é muito gostoso e quero muito repetir.
De assistir ao Sítio do Pica-Pau Amarelo. Eu adorava a Cuca.
Que a primeira cantora “adulta” da qual pedi um disco pra meu pai foi Rita Lee. Tudo por causa de MANIA DE VOCÊ e CHEGA MAIS. rs...
Que discos compactos antigamente eram os LP’s em tamanho reduzido com apenas duas músicas. kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Que todo Sábado meu pai levava meu irmão e eu ou às Lojas Americanas para comer cachorro quente, ou ao Pão de Batata, para comer sanduíche de frango. Bons tempos!
Que, às vezes, um colega dele chamado Valério, super gente fina, nos dava carona no seu Fusquinha.
De irmos ao circo uma vez.
De irmos ao Parque de Diversões algumas vezes.
De irmos ao CAMARU e que lá, eu sempre comia maçã do amor e algodão doce.
Que sempre gostei de ir à escola, sim, sempre gostei pelo simples prazer de aprender. Esse é meu verbo, APRENDER! Sempre foi.
Que lá fiz duas amizades que duram até hoje, Alessandra e Beatriz.
Que quando saíamos mais cedo do colégio, às vezes, íamos até uma praça pertinho de lá e ficávamos conversando como gente grande. Às vezes, íamos até a casa da Bia, que morava pertinho, para bater papo.
Do meu primeiro beijo de língua! É verdade, não foi na adolescência. E foi sem querer! Juro!!! kkkkkkkkkkkkkk
Que chegava com muita fome do colégio e que o cheiro da comida da minha mãe era maravilhoso.
Que um dia ao chegar do colégio correndo pra almoçar eu vi um aparelho de som mordenoso na sala, foi aí, que começou minha festa eterna!!!!
Que os dias eram extremamente longos. Que eu fazia muitas coisas durante um.
Dos cafunés da minha mãe no meu cabelo.
De dormirmos à tarde quando chovia, tão bom! Rs...
Quando minha mãe me levava ao trabalho do meu pai. E eu olhava tudo, super curiosa.
Que minha mãe sempre cantarolou.
Quando meu irmão nasceu e fui visitar ele e mamãe no hospital com meu pai. O colocaram nos meus braços, ele era tão branco, olhos verdes e eu queria jogá-lo no chão por ciúme! kkkkkkkkkkkkk
Que quando ele ficava internado por causa da bronquite eu ficava só em casa com meu pai e que minha avó cozinhava para nós dois – ela sempre fazia “arroz vermelho”. E que quando minha mãe chegava ela me chamava, e me perguntava: “Tudo bem?” e me dava um beijo. E que eu procurava por bolachas e iogurtes nas malas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Que um dia o Fantástico ia passar um clipe do Michael Jackson, THRILLER, e meus pais me mandaram para o quarto. Eu fui, mas assisti ao clipe assim mesmo pela fresta da porta. E demorei pra dormir.
Que outra vez teimei para assistir Tubarão e venci meus pais pelo cansaço. Na hora de dormir precisei ficar repetindo: “Aqui não tem mar, aqui não tem mar!”
De ir com meu irmão todo Domingo à casa da minha avó materna para assistir OS TRAPALHÕES.
Escrito por Roberta às 00h01
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