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BALANÇO DAS OLIMPÍADAS
Só posso dizer que estou muito feliz pelo Brasil. Cheio de vitórias pessoais, esforço e maturidade dos atletas. Acompanhando muitos esportes durante as duas últimas semanas posso dizer que brasileiros sofreram com o preconceito dos árbitros de todos os esportes que assisti - o que considero um desrespeito com nosso país.
A campanha das meninas da Ginástica Artística foi excelente. Me decepcionei por não termos conseguido ir para a final de equipes por um erro de Daiane nas paralelas, mas tudo bem. E está muitíssimo bem a sua quinta colocação no aparelho solo. Eu bem sei que ela é a melhor do mundo naquilo e sei também da imensa pressão que devia estar sentindo. Não mentirei, eu realmente queria que ela ganhasse a medalha de ouro não só pelo país, mas por ela mesma, pobre, baixinha, negra, operada, pressionada e dona de uma força imensa tanto interior quanto nas musculosas pernas, que permitem que ela alce vôos bem mais altos do que Ponor. Esta, por sua vez, é excelente em cumprir suas tarefas sem cometer erros e por isso, ficou com a de ouro, mas sua série não apresenta nenhuma novidade, não ousa em nenhum momento, e arte e esporte se fazem de ousadia também.
Bom, águas passadas. Cabeça erguida. O tempo não pára.
Os atletas de salto ornamental merecem maior investimento, assim como o nado sincronizado, judô, taekwondo (tenho quase certeza de que digitei errado, mas vcs entenderam, rs...).
Fiquei surpresa com a cooperação do cavalo (não sei escrever, mas vou tentar) Baloubet de Ruet - aquele mesmo que refugou na última olímpiada - permitindo que seu cavaleiro Rodrigo Pessoa ficasse com a medalha de prata.
Chorei com o ouro do Vôlei Masculino de Praia.
Me decepcionei, mais uma vez, com as equipes de basquete e vôlei femininas. Nossa, a seleção de basquete feminina precisa de renovação urgente. As atletas têm de ser mais velozes e mais fortes. Precisam de novidades, acho. Quanto a equipe de vôlei, nem sei por onde começar. Elas sempre nos decepcionaram quando aceitavam as provocações das jogadoras de Cuba e entregavam o jogo, mas nessa semifinal foi a gota d'água, perder quando se tem set point contra 19 pontos do adversário é brincadeira!!!!!! É muita fraqueza de cabeça. Ao contrário de muitos, não culpo a atacante Mari de apenas 21 anos. Culpo as mais experientes, Virna e Fernanda Venturini, culpo a comissão técnica. Foi um vexame!

E, para nossa sorte, temos a equipe masculina. Essa sim, mostrou que suporta pressões, que nunca esteve tão unida, nem tão forte ou tão potente. É A MELHOR DO MUNDO, e não é injustiça com ninguém, é suor, é trabalho. Chorei muito com eles e espero que mantenham a liderança por algum tempo ainda. Tudo de bom, tanto para eles, quanto para vocês.
Escrito por Roberta às 11h49
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HISTÓRIAS DE MULHERES
NAS LIVRARIAS
Acho que me esqueci de comentar com vcs que durante as férias li dois livros muito interessantes, e que alcançaram as telas de cinema recentemente: SÓ AS MÃES SÃO FELIZES e OLGA.
O primeiro, escrito por Lucinha Araújo, serviu de inspiração para o filme Cazuza. É um relato honesto, emocionado e corajoso de uma mulher que enfrentou/enfrenta um dos piores acontecimentos na vida de alguém, a perda de um filho, e em circunstâncias tão tristes.
O nome do livro foi retirado de uma das músicas do cantor. Ao lê-lo, percebemos o quanto é difícil para uma mãe ser feliz, já que muito de sua felicidade depende da felicidade de sua prole. Emocionante e tristemente irônico.
O segundo foi escrito por Fernando Morais e é bem jornalístico. Descreve fatos com minúcias tiradas de documentos e memórias privilegiadas. Acaba por emocionar devido ao episódio narrado. Porém, não é um romance, e assim, não se desenrola como tal. Apesar disso, é um livro a ser descoberto, por entregar detalhes chocantes da história do país.
NO CINEMA

Assisti hoje ao filme Olga, e estou encantada. É extremamente bem realizado.
Sua atriz principal, Camila Morgado já havia me conquistado por seu papel em A Casa das Sete Mulheres, e prova que eu não estava enganada. Ela é uma atriz sem excessos, mas com muitas emoções e recursos. Ao seu lado, outro queridinho meu, Caco Ciocler, com um retrato sutil da faceta mais humana de Prestes.
Por sua vez, Jayme Monjardim acerta mais uma vez ao conduzir os atores e ao apostar alto no compositor Marcus Viana para a trilha de seus trabalhos. O resultado, foi um drama, ricamente filmado, mas com ênfase maior nas pessoas. O amor, a coragem, o medo, a esperança sem fim que habitam nos corações das mulheres, até mesmo nos das guerrilheiras.
Vale a pena assistir.
NA TELEVISÃO
O fim da série Sex and the City na segunda, às 22.45 no Multishow. Não preciso nem dizer que estou me sentindo abandonada, minhas séries favoritas se foram. Primeiro, Friends, depois Angel e agora SATC. Terei que descobrir outras séries para empolgar meu coração. rs...
Escrito por Roberta às 20h31
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OLIMPÍADAS
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos sempre me emociona, por isso faço questão de assistir a todas elas. Embora não goste de praticar esportes, sou uma apreciadora de alguns deles, e por conseqüência fã de alguns atletas.
Não bastasse isso, adoro manifestações artísticas, culturas diferentes. A esperança nos olhares das pessoas. A alegria de estar entre os melhores.
O espetáculo de ontem me deixou boquiaberta. Os gregos tiveram idéias simples, e as realizaram muito bem. O berço da vida intelectual ocidental mostrou, mais uma vez, suas glórias e seus mitos, numa demonstração de inteligência e sensibilidade que só a raça humana é capaz de alcançar.
Não digo isso com empáfia, mas sim em reconhecimento ao gênio humano e sua capacidade de sentir. No fim daquele desfile da história grega, com seus sucessos e seus malogros – tudo acompanhado por Eros, deus do amor, da paixão: a esperança que vive em cada um de nós, e que, talvez, seja a maior benção, o que de melhor se pode encontrar em um ser humano. Esperança representada por uma mulher grávida com o ventre iluminado, esperança de todos nós de que as próximas gerações sejam melhores e mais afortunadas. Esperança que nada exige em troca, somente dá conforto a nossas almas.
A cerimônia me levou às lágrimas em vários momentos, mas chorei mais ainda quando formaram uma cadeia de DNA com jatos de água especialmente iluminados encerrando àquela parte do show. Tal imagem me fez pensar em quanto nossa raça já avançou cientificamente, no quanto já descobrimos. Senti orgulho por nossa curiosidade, mas ao mesmo tempo pensei que todos os impérios caem, que é possível que sejamos extintos, pois já brincamos de Deus demais. Aí, senti tristeza em pensar que fizemos tantas coisas que podem ser destruídas, e me perguntei o que restaria de nós no mundo? O que outros povos ou raças escavariam de nós? Foi então que percebi que seríamos grandes fósseis com muitos monumentos a serem escavados, mas não sei se o melhor seria encontrado ali. Será que nossas esperanças e sonhos seriam encontrados? Será possível perceber nossos sentimentos através de nossos restos?
Pensei, pensei, pensei e ainda não sei. Talvez só Deus e o tempo saibam. Talvez não.
Escrito por Roberta às 22h32
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CULINÁRIA
Eu não sei se já mencionei que cozinho razoavelmente bem. Ainda bem, porque adoro comer. (Novidade...! rs...) Tenho de quem puxar minhas habilidades, meu avô paterno era cozinheiro profissional, minhas avós batiam um bolão na cozinha, e minha mãe arrasa também. Como podem ver, tenho sorte geneticamente falando.
A razão por eu estar falando isso é que quero dividir uma receita com vocês. Eu a vi na TV, achei que não daria certo, mas resolvi tentar e... SURPRESA! Deu tão certo que foi feita outra vez na mesma semana aqui em casa. Então, peguem papel e caneta e anotem! rs...
FRANGO ASSADO
Numa fôrma untada coloque pedaços de frango sem tempero, cebola picada em pedaços grandes, dentes de alho com casca, pedaços de pimentão e pedaços de batata. Regue com bastante azeite e salpique tomilho ou orégano. Asse por aproximadamente uma hora. Ao retirar do forno, jogue sal e sirva.
É uma delícia, super leve e não dá trabalho. O tipo de receita que eu gosto. kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Boa semana!
Escrito por Roberta às 14h49
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ROY ORBISON

Hoje eu decidi passar uma tradução de uma das músicas de Roy Orbison. Suas músicas românticas inspiram muitos. Ele era um veterano do rock ao lado de Elvis Presley. Alguns vão se lembrar de YOU GOT IT e de A LOVE SO BEAUTIFUL, esta encerra o filme Proposta Indecente.
Essas duas canções, assim como a que vou transcrever aqui são de seu último álbum, o qual foi premiado postumamente pelo Emmy 89 ou 90. Espero que vcs gostem.
Escolhi a música, IN THE REAL WORLD, por falar de amor de uma forma mais madura e por comparar duas situações sempre presentes em nossas vidas, mas nem sempre concordantes: os sonhos e a realidade.
IN THE REAL WORLD
In dreams we do so many things We set aside the rules we know And fly above the world so high in great ans shining rings If only we could always live in dereams if only we could make of life what in dreams it seems But in the real world we must say real goodbuys no matter if the love will live will never die in the real world There are things that we can't change And endings come to us In ways that we can't rearrange.
I love you and you love me But sometimes we must let it be In the real world in the real world.
When we were dreaming heart to heart I wish we had stayed right there For when the dreamers do awake The dreams do disappear.
NO MUNDO REAL
Nos sonhos fazemos tantas coisas Nós deixamos de lado as regras que conhecemos E voamos tão alto acima do mundo em grandes e brilhantes círculos Se pudéssemos viver sempre nos sonhos Se pudéssemos fazer da vida o que nos sonhos aparece Mas no mundo real devemos dizer adeus de verdade mesmo que o amor vá sobreviver, jamais morrerá no mundo real Há coisas que não podemos mudar E fins chegam até nós de maneiras que não podemos modificar.
Eu te amo e você me ama Mas, ás vezes, temos de deixar pra lá No mundo real, no mundo real
Quando sonhávamos de coração para coração eu queria que tivéssemos ficado daquele jeito Pois quando os sonhadores acordam Os sonhos desaparecem.
Escrito por Roberta às 13h37
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