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MINISSÉRIES
Tenho que admitir que um dos meus vícios na TV são as minisséries. Sempre acompanhei a todas e as acho bem melhores do que as novelas. Os autores têm maior liberdade o que acaba por tirar a sensação de conto de fadas reciclado das novelas. A direção de arte é sempre muito caprichada. O único defeito é o horário, mas é compreensível. O grande público não gosta de ser contrariado e ter um final mais realista.
Como já assisti muitas, tenho umas favoritas. A número 1 é A MURALHA, absolutamente sem concorrentes. Outra que marcou foi ANOS REBELDES, a qual foi repetida esse mês no Multishow e me fez chorar pela segunda vez, diante do destino da personagem Heloísa de Cláudia Abreu. Aqui, Cláudia, mais uma vez rouba a cena como a garota rica que se envolve na luta contra a ditadura. Belo trabalho!
A última minissérie inédita exibida foi HOJE É DIA DE MARIA, que apresentou uma linguagem diferente, recorrendo a elementos do teatro e com desempenhos inspirados. Tenho que destacar a menina, acho que seu nome é Carolina Oliveira, mas não tenho certeza. Além dela, os sempre competentes Osmar Prado e Stênio Garcia. E, finalmente, Daniel de Oliveira, que aqui apresenta-se novamente inspirado e parece que veio para ficar. Torço por esse mineiro!
E, é claro, ontem assisti ao primeiro capítulo de MAD MARIA e espero que Benedito Ruy Barbosa esteja inspirado como em RENASCER, e não completamente equivocado como em TERRA NOSTRA. Estou cruzando os dedos!
Escrito por Roberta às 01h12
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DE MAIS PERTO

Como havia dito semana passada, fui assistir a CLOSER – PERTO DEMAIS na sexta-feira. É impressionante como o filme é perturbador. Tanto, que os tradutores do título não se contentaram em traduzir como “Mais Perto” – tradução correta de “closer” – e optaram por dizer que era “Perto Demais”.
De fato, o filme mexe com a platéia. Na sessão em que assisti reinou um silêncio quase constrangedor no final. Sem dúvida, é uma obra-prima. Se você vai gostar ou não, é outro assunto, mas o filme é da maior qualidade. Ele é muito bem dirigido, muito bem escrito e interpretado para adultos, leia-se maduros. Isso mesmo, se você é daqueles que acham que a vida é cor-de-rosa, esse não é o seu filme.
Nathalie Portman dá um show, o filme é da atriz como é de sua personagem, Alice. Maravilhosa! O único que a acompanha é Clive Owen. Aliás, os dois merecidamente ganharam os Globos de Ouro de coadjuvantes no último dia 16. Como disse José Wilker, Julia Roberts e Jude Law são apenas um “plus”. Ainda bem, assim Julia não me incomodou interpretando uma mulher sofrível.
O filme é belo, mas é amargo. Ele coloca um espelho na frente de cada um de nós. E as chances de não gostarmos da imagem refletida são enormes. Afinal, os seres humanos infelizmente conseguem deturpar até o mais sublime dos sentimentos.
Apesar do tom do filme, eu consegui tirar algo de positivo. Como disse, Alice é a personagem do filme e é quem sai da situação com mais dignidade, tudo porque opta por ser mais autêntica, mais sincera. Fiquei feliz por ser uma opção que eu fiz na vida.
Eu voltei a encarar a faceta mais obscura do amor no sábado pela manhã, quando assisti a DOLLS, filme do famoso diretor japonês, Takeshi Kitano. Esse, também, é um filme amargo, que narra três histórias de amor sem fim.
O interessante é notar que o vermelho é no mínimo citado nessas duas obras sobre o amor. Seja comparando um coração a um punho cerrado e ensangüentado, seja no vermelho das amarras de um relacionamento, seja no sangue de que somos feitos, ou no fato, de que o vermelho representa a alegria de nossas esperanças.
Assista a CLOSER e chegue mais perto de suas próprias verdades.
Escrito por Roberta às 00h49
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PAMONHAS

Quando eu e meu irmão éramos crianças, meu pai sempre ganhava sacas de milho no final do ano. Sempre que o milho chegava lá em casa, era o mesmo ritual: ligávamos para nossa avó materna, que vinha correndo com o avental e um lenço para os cabelos na sacola. Todos sabiam que pamonhas quentinhas iriam ser degustadas naquele dia.
O próximo passo era preparar o milho, o que é muito trabalhoso e chato. (rs) Meu irmão ajudava a descascar e eu tinha que tirar os cabelos do milho (o serviço mais demorado de todos) meticulosamente. E, depois, ajudávamos aqui e ali. Fizemos isso nossa infância inteira. Até que em 1994, minha avó faleceu e não fizemos mais pamonhas.
Até que segunda-feira passada, ganhamos uma saca de milho. Eu, espantosamente, fiquei feliz: “Oba, pamonhas quentinhas!” Minha mãe ofereceu alguma resistência, mas depois se animou. O único problema é que ela trabalharia no outro dia e eu e meu irmão teríamos de preparar o milho sozinhos. Pois bem, levantei cedo na terça e me pus a tirar cabelos de milho enquanto meu irmão os descascava. Qual foi minha surpresa, ao notar que fizemos tudo como costumava ser feito, mesmo sem a presença de minha avó, minha prima ou minha mãe.
Naquela manhã, entendi que as tradições passam por sangue e também por alma. E que algo de pessoas do passado, realmente vivem em nós. Até mesmo algo feito com reclamações na infância. No fim, as pamonhas ficaram ótimas. Arrasamos. E agora, eu sei que consigo repetir químicas que observei há muitos anos atrás. Uma excelente surpresa!
Escrito por Roberta às 19h58
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UM ANINHO!

Hoje estou muito feliz! Meu blog completa um ano. Que alegria!!!! E como o tempo passou rapidamente. Nossa! Mas foram muitos bons momentos e tomara que dure ainda por muito tempo. Enfim, parabéns para mim e para vocês que me acompanharam nesse primeiro ano. Espero que continuem a nos visitar e muito obrigada, de verdade.
Para comemorar, irei transcrever abaixo um trecho de um discurso do Padre Antônio Vieira sobre o amor e o sobre o tempo – duas forças da natureza inapreensíveis para nós - que eu adoro desde a adolescência.
AMOR MENINO
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármores, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê e não via; e faz-lhe crescer as asas com que voa e foge. A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar a menos.
E é por isso, que também concordo com os clássicos versos de Vinícius de Moraes: “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.”
Escrito por Roberta às 00h26
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ALEXANDRE

Fui assistir ao filme ALEXANDRE na sexta-feira e gostei. O filme não é tão ruim quanto pintam, mas também não é um clássico, é puramente uma boa sessão de cinema.
O filme recebeu críticas pesadas quanto ao roteiro que, é verdade, tem furos e é confuso. Contudo, não podemos esquecer que a vida de Alexandre é muito gloriosa, afinal ele conquistou o mundo conhecido, estando na frente de todas as batalhas e faleceu aos tenros 33 anos de idade. Um filme para contar suas glórias, respeitando a história vai ter que ser bem longo. E olha que esse tem 3 horas de duração. Enfim, não é tarefa fácil, o personagem é intrigante demais. Quem sabe uma trilogia??? rs...
Eu particularmente gostei de Anjelina Jolie no filme. A personagem pedia uma mulher perigosa. E qual atriz é mais perigosa atualmente que ela? Capaz de encarar cobras e mais cobras? Só ela mesmo, além de ser muito bela. Eu acho que Colin Farrell deu um passo maior do que as pernas, Alexandre é bem maior do que ele interpretou. Achei que Anthony Hopkins conseguiu colocar sua “persona” de lado é realmente foi Ptolomeu e que Val Kilmer estava apagado.
Quanto ao diretor Oliver Stone, padeceu por 15 anos para levar o filme às telas, sofreu bastante, mas entregou um bom filme. Não muda a vida de ninguém, mas é bom. Gostei das cenas de luta (pra variar), mas o que adorei mesmo, de verdade, foi o cavalo Bucéfalo, um corcel negro para ninguém botar defeito. Lindíssimo! Senti vontade de aprender a montar, só para montar um animal daqueles. Sem palavras.
Fofocas: Antes do filme, assisti ao trailer de ELEKTRA e fiquei um pouco decepcionada. Nem sei se irei assisti-lo. Porém, já decidi que assistirei a PERTO DEMAIS, isso mesmo, eu vou encarar a detestável Julia Roberts, só para não perder o novo trabalho do diretor Mike Nichols (conhecido por conduzir atores como ninguém) e Nathalie Portman num papel adulto. Minhas expectativas estão lá no alto. Espero não me decepcionar. Semana que vem, conto para vocês.
Escrito por Roberta às 16h51
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O ARTISTA

Eu já devo ter dito a vocês que, às vezes, demoro a fazer certas coisas. Mas não sei se já cheguei a afirmar que cansei de certos tipos de filmes. Por exemplo, filmes sobre extraterrestres, dramas de guerra, sobre o nazismo e outros.
Porém, vocês já devem ter percebido que vivo dando novas chances a muitas coisas e pessoas. Pois bem, ontem resolvi assistir ao filme O PIANISTA. Sim, mais um filme sobre os dramas dos judeus durante a Segunda Grande Guerra. Sim, dirigido por alguém de renomado talento, aqui, Roman Polanski. Acreditem, entretanto, quando digo que é um sopro fresco sobre o tema. E tudo canalizado na figura do ótimo ator Adrien Brody. Desconhecido até o lançamento deste filme levou o Oscar de melhor ator em 2003 pelo trabalho, brilhou, ano passado, em A VILA. E, ainda, está no elenco de um dos lançamentos mais esperados deste ano o remake de KING KONG – o qual eu mal posso esperar!!!!!!
Voltando a falar em O PIANISTA, Adrien interpreta uma figura ímpar, um exímio pianista, e uma figura conhecida, gente como a gente, em meio às torturas da guerra. O filme é extremamente bem conduzido e tem um bom roteiro, ambos também premiados pelo Oscar, mas é Adrien que vale locar o filme. Ele não é bonito, mas seus olhos dizem que é um grande ator, são extremamente expressivos e, além disso, ele trabalha muito bem suas expressões corporais. Ele é excelente, o filme é ótimo. Eu recomendo.
Não bastasse tudo isso, o cara era fera no piano. E eu chorei em todas as cenas em que ele toca Chopin. Lindíssimo!
Hoje, resolvi mexer na minha humilde videoteca e resolvi rever O SANTO. Uma aventura bem legal, com os bons atores Val Kilmer e Elisabeth Shue. O filme é bem divertido e Kilmer está um gato. Por falar nele, ele não estará um gato em Alexandre, bem mais gordo e cego de um olho como Felipe II. Assim mesmo, vou ver o filme na próxima semana por outros motivos mais.
Nada como curtir férias. (rs)
Escrito por Roberta às 00h09
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A LEVEZA DAS TSUNAMIS
Salve galera! Espero que vcs estejam gostando de 2005 tanto quanto eu, apesar de estar muito chocada com que aconteceu na Ásia.
Afinal, o número de vítimas fatais é impressionante, sem falar nas conseqüências quase imensuráveis no futuro. Observar de uma cadeira um dos elementos mais misteriosos e encantadores do mundo se revoltar e arrastar milhares de nós é terrível.
Ao mesmo tempo é incrível imaginar que num milimétrico movimento o planeta levou várias vidas. Seria um sinal de que a natureza está dando o troco depois de ter sido tão violentada pelo bicho homem? Seria apenas um acaso?
Bom, é bem verdade que podemos ter surpresas e nos vermos instintos bem antes do que se pode prever, já que a inteligência humana tende a leva-la às portas da destruição e que, além disso, acidentes ocorrem. Acho que não preciso citar exemplos de nenhuma das situações, não é mesmo?
Exercendo meus dotes de “Polyanna”, o lado bom da tragédia é a manifestação de uma das raras grandes qualidades humanas: a solidariedade. Mas não deixo de me preocupar. O que acontecerá quando os povos esquecerem do impacto e pararem de ajudar maciçamente? Quantas almas ainda serão prejudicadas? É uma aflição que não tem fim. E aí me lembro daquelas indianas desesperadas batendo no corpo em busca de mitigar a dor interior.
Em tempos difíceis diz-se que temos que olhar para algo bom que possa aparecer na nossa frente, mas será que isso seria compreendido pelos afetados pelas tsunamis? Possivelmente, não. Quanto a mim, que fui abençoada de não estar lá, olho para os arco-íris que se formam depois das chuvas de fim de tarde e me tranqüilizo. Ah, “a insustentável leveza do ser... humano”.
Escrito por Roberta às 02h21
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SALVE, SALVE 2005!
Espero que esse ano nos traga muito sucesso, muitos sorrisos, muito trabalho, muito dinheiro, muito amadurecimento, muita saúde, muito amor, muita amizade, muita serenidade, muita força e muitas realizações.
Meu Ano Novo foi muito legal e tranqüilo. Eu estava particularmente serena e segura. Me senti em paz e livre. Foi ótimo!
Obs.: Para quem está curioso sobre meu desempenho na cozinha. Deixei a desejar (rs) A receita de bolo de abacaxi me deixou na mão... Fazer o que, né? Vou procurar outra. (rs)

Escrito por Roberta às 21h31
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